NOTA: Finalmente! Achei a redação que fiz com meu amigo Pedro, no CEFET. Essa experiência foi difícil para mim, mas bastante construtiva. Quero deixar claro que a melancolia e tristeza eram temas do texto. Estava com dificuldades de passar por aqui, então hoje mandarei uma dose dupla de textos. Comentários são sempre bem-vindos!
Pior do que sofrer por amor talvez seja compartilhar dessa experiência em um dia ensolarado. Ironia inexplicável! Por que os melhores dias acontecem quando menos se pode aproveitá-los? Não aguento mais olhar fixamente para sua imagem em fotos espalhadas por toda a casa. Completamos uma semana. Era, porém, mais divertido contar as que ainda estávamos juntos.
Uma noite em claro se encerra com um súbito levantar da cama. Ainda de bermuda, embora um tanto tonto. Com um chinelo no pé e o outro ainda a procurar, puxo um breve suspiro. Nada parece dar certo. Não consigo encontrar nenhuma das metades que procuro, nem mesmo um par de chinelo.
Porta a fora, pego a bicicleta recostada na soleira. Meus pés frios nos pedais sujos, com a sensação de não saber para aonde estou indo.
Numa passada robótica de quem executa sua rotina, vejo as casas desaparecerem, em seu lugar árvores. Um vento fresco brinca com meus cabelos. Um pouco mais o chão me falta. Até a bicicleta parece ter ficado mais pesada. Desço dela e meus pés encontram a areia.
Do alto da duna observo o trecho donde eu e ela costumávamos admirar o pôr-do-sol nos finais de semana. A figura de um menino me chama a atenção, seus braços magros segurando uma vareta que riscava a areia da praia fazia um único som, insignificante.
Gritos e risadas destoavam o silêncio daquela cena, uma bola rolava lentamente em direção ao garoto sentado à beira da praia, derrubando a vareta cravada na areia.
Para a minha surpresa, as crianças não queriam somente a bola, mas a companhia do menino que, sorridente, não pensou duas vezes. Brincava como se não conhecesse o significado da palavra diversão. O tempo passou e me peguei sorrindo para o que acontecia.
Não tardou, porém, para que os pais das crianças, acompanhadas por suas gigantescas sombras, viessem para buscá-las. Estava ficando tarde. Uma despedida curta como um simples 'até logo' e o menino estava novamente sozinho.
Num ato impensado me percebo levantando e caminhando em sua direção.
- Oi - sorri.
Um comentário:
eu amo seus textos amor!serio.. se isso desse dinheiro.. eu te obrigaria ser escritor...pena que a vida não é tão facil assimm
Postar um comentário