terça-feira, 12 de maio de 2009

Bengala de Rosto

Com a exceção de minha bisavó, que em seus 94 anos consegue ler letras miúdas à cerca de 1 metro de distância sem precisar de óculos ou lentes de contato, cada vez mais estamos condenados ao uso das bengalas faciais. Em meus 17 anos e poucos meses sou incapaz de ler um livro a meio palmo de distância.


O excesso de leitura causa cansaço ocular precoce e aqueles que pensam que se salvam ao lerem por horas a fio frente a uma tela de computador se enganam. E pensar que sempre fomos motivados de
alguma forma a ler o máximo que nosso tempo permitisse. Quanta ironia.


Por causa desses pseudomotivadores agora hei de gastar R$ 600,00 por olho para corrigir esses pequenos detalhes da vida. Maldita miopia, astigmatismo e, para os infortunados que tem, hipermetropia!


Pior do que isso, e adivinhem, também estou incluído, são aqueles que possuem gerações recheadas de familiares com óculos. Condenados à bengala desde que saíram de seus úteros maternos. Condenados pela genética... Pior ainda é... Bem, ainda não sei. Talvez a ausência da correção cirúrgica.


Quem sabe ouvir música com aqueles fones de ouvido cada vez mais minúsculos fosse um hobbie mais saudável. Mas fazer o que? Ah, música baixa, claro. Mas ai, já é outra história...