E lá estava ela, sentada em um banco naquele parque imenso. Eu apenas a obse
rvava, no mesmo parque, em um banco afastado. Sentada, o vento desajeitava os cabelos longos e pretos, e fazia-os entrar em sua boca e olhos. Por algum motivo isso a fazia rir e, a cada sorriso espontâneo, era como se o parque todo ganhasse mais cor e brilho. Como se as senhoras que alimentavam os pássaros ganhassem mais juventude, como se as plantas ficassem mais verdes, como se o céu que estava completamento nublado ganhasse o azul e, as rosas, mais rosas.
Talvez esse fosse o motivo pelo qual eu a seguia. Tentar fazer com que com minha vida ganhasse um sentido maior do que a mera monotonia diária, receber aquela luz que faltava para que meu coração pudesse transbordar a alegria que tanto almeja.
No lugar da felicidade, a tristeza e o desgosto o consumiam [o coração] por nunca ter tido a oportunidade de expressar tais sentimentos tão atrofiados. Mentira. Tivera a oportunidade e desperdiçara. Agora fico eu, dono deste coração tímido, observando de longe, esperando aqui, com meu humilde guarda-chuva. Aguardando a chuva cair para que, com um ato de bondade, a moça desprotegida vá para casa seca.
sábado, 25 de abril de 2009
Eu, meu coração e um guarda-chuva
NOTA: Queridos leitores, começarei o blog com um texto simples que fiz há algum [bom] tempo. Sei que não é o melhor que posso fazer, mas representa um momento muito bom que vivi. Espero que gostem e que comentem. Obrigado.
Assinar:
Postagens (Atom)