sábado, 27 de novembro de 2010

O malandro e a dama

NOTA: Queridos leitores, desculpem-me pelo abandono do blog. Infelizmente uma pessoa que quer medicina não pode se dar ao luxo de ter muito tempo disponível, certo? Mas quando esse ano de vestibular acabar, prometo postar com maior frequência! Enquanto isso, espero que vocês gostem deste texto novo. Fui obrigado a fazê-lo durante uma de minhas aulas de redação, portanto, não esperem muita coisa. Porém, ele nem ao menos foi corrigido. Será que vocês poderiam me fazer este favor? Obrigado! ;)


O malandro ajeitava o bigode com uma mão e penteava o cabelo com a outra. Vestiu a roupa branca e colocou o chapéu típico. A dama experimentou o vestido vermelho. Aprovou a combinação que fez com o salto alto preto enquanto terminava de retocar a maquiagem.

Era uma noite estrelada de um sábado qualquer e mais do que um malandro e uma dama tinham um rumo em comum. Todos os que apreciavam um bela noite seguiam para o bar do Francisco, Chico ou até mesmo Chiquinho para os que se consideravam mais íntimos do homem.

Ambos completamente estranhos um para o outro, o malandro e a dama. Talvez já tivessem trocado um ou dois olhares em alguma noite anterior, porém, isto não vem ao caso. Um convite elegante e com um sorriso sincero, uma resposta tímida, mas despreocupada.

E, quando menos puderam perceber, o novo casal se juntava àqueles que tinham chegado mais cedo para dançar gafieira. Para quem apenas observava, não parecia ser a primeira vez que os dois dançavam. Havia algo a mais. Uma troca de olhares intensa que, misturada com a condução do malandro, dava ritmo e sentimento.

Quando o sol começava a mostrar seus primeiros raios, Seu Chico sabia que era hora de fechar o bar que, aos poucos, ia encerrando as atividades. Todos caminhavam para suas casas no silêncio que perpetuaria por mais algumas horas. Enquanto isso, o casal que havia dançado durante todo o período em que o sol se escondia dava um simples adeus um para o outro. Afinal, ele era um malandro e ela era uma dama que nem ao menos se conheciam...


quinta-feira, 18 de março de 2010

Agonia

Sinta-se pisoteado, miserável

Por que você ainda luta?

Sempre vão fazer você se sentir inferior

Vão te trapacear, tirar tudo o que você tem

Depois ainda vão te deixar por ai

Em uma estrada que não tem início, meio nem fim

Em uma estrada que você nunca vai sair

Mas vai tentar.

Vai tentar como se fosse a última coisa que você tivesse que fazer antes de ir

E por ninguém ter dito que era impossível

Você vai sair

Mesmo ela não tendo nem início. Meio ou fim

Já saiu antes!

Chore, idiota! Para que nenhuma outra lágrima escorra de sua face desfigurada

Esperneie-se! Para que nunca mais seja preciso

Odeie a tudo, verme! Para que só amar seja possível

Grite, berre o mais alto que conseguir até que não haja mais som...

E reze. Reze para que alguém possa te ouvir

Mas não irão.

Porque nesse mundo ninguém se importa com você.

Mas não deixe de rezar.

E então, finalmente, caia. Para nunca mais cair.